Sempre que se fala em desenvolvimento sustentável, surge como um dos fócus a questão ecológica e, com ela, surge sempre a idéia da reciclagem, discurso longo acompanhado de práticas ainda tímidas, que podem e devem melhorar muito. Mas, ao lado da necessidade da melhoria das práticas ditas de reciclagem, existem outras atitude muito importantes a serem tomadas que só podem ser feitas a partir da ética individual de cada ser humano, trata-se da autolimitação da própria ânsia de consumir: protelar ao máximo a troca de produtos que ainda funcionam ou poderiam ser adaptados para continuar funcionando, evitando, lá na ponta, a produção de um outro pela indústria, dar em nossas próprias vidas reutilização a produtos que descartamos (como doar em vez de jogar no lixo, coisa que nem sempre é fácil demais, pois exige o trabalho de procurar alguém para receber, muitas vezes demandando esforço adicional para levar e entregar no local) e muitas outras que podem refrear o consumo excessivo e desnecessário dos bens finitos disponibilizados a nós pela natureza.
Sem essas atitudes pessoais e conscientes, sem uma postura ética ativista, como esperar por macrodecisões políticas de desenvolvimento sustentável que, falando francamente, talvez nem venham a acontecer no período de duaração da vida de nossa geração?
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