Sempre que se fala em desenvolvimento sustentável, surge como um dos fócus a questão ecológica e, com ela, surge sempre a idéia da reciclagem, discurso longo acompanhado de práticas ainda tímidas, que podem e devem melhorar muito. Mas, ao lado da necessidade da melhoria das práticas ditas de reciclagem, existem outras atitude muito importantes a serem tomadas que só podem ser feitas a partir da ética individual de cada ser humano, trata-se da autolimitação da própria ânsia de consumir: protelar ao máximo a troca de produtos que ainda funcionam ou poderiam ser adaptados para continuar funcionando, evitando, lá na ponta, a produção de um outro pela indústria, dar em nossas próprias vidas reutilização a produtos que descartamos (como doar em vez de jogar no lixo, coisa que nem sempre é fácil demais, pois exige o trabalho de procurar alguém para receber, muitas vezes demandando esforço adicional para levar e entregar no local) e muitas outras que podem refrear o consumo excessivo e desnecessário dos bens finitos disponibilizados a nós pela natureza.
Sem essas atitudes pessoais e conscientes, sem uma postura ética ativista, como esperar por macrodecisões políticas de desenvolvimento sustentável que, falando francamente, talvez nem venham a acontecer no período de duaração da vida de nossa geração?
domingo, 24 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
UMA OUTRA VAIDADE
A tempos que se fala da negatividade da vaidade na vida humana. Diz-se que um pouco de vaidade faz bem, deixa a pessoa mais cuidadosa consigo mesma, talvez isso nem possa ser chamado de vaidade, mas de amor próprio, o que é muito bom sem sombra de dúvidas. Mas dizem também que o excesso dessa vaidade torna a pessoa muito ligada às aparências físicas e pouco espiritualizada, o que seria muito danoso para as relações humanas e até para o crescimento interior da pessoa. É verdade.
Mas o que quero falar aqui hoje é de uma outra vaidade, aquela na qual a pessoa não se acha mais bonita, e sim mais sábia, inteligente ou iluminada do que as outras. Esta vaidade existe nos meios religiosos, na arte, na cultura e na ciência, sendo uma outra forma também muito maléfica de relacionamento pessoa-pessoa, pessoa-mundo e pessoa-divindade.
Se a primeira forma de vaidade, prende a pessoa ao espelho, a segundo a prende a seu próprio ego, tornando-a verdadeiramente egocêntrica e fora da realidade. E, na verdade, nenhum de nós está livre dela, sendo que talvez o melhor meio de se prevenir deste mal seja aqueles pequenos exercícios diários de um pouquinho de humildade regados a uma boa dose de desconfiômetro. Sem isto, seremos aqueles falsos religiosos que vivem a condenar os outros ao inferno (só os outros), os falsos sábios que vomitam conhecimentos em decomposição, ou aqueles ditadores que põe a tranquilidade da vida alheia em jogo.
E tudo isto tomados de uma louvável boa intenção.
Mas o que quero falar aqui hoje é de uma outra vaidade, aquela na qual a pessoa não se acha mais bonita, e sim mais sábia, inteligente ou iluminada do que as outras. Esta vaidade existe nos meios religiosos, na arte, na cultura e na ciência, sendo uma outra forma também muito maléfica de relacionamento pessoa-pessoa, pessoa-mundo e pessoa-divindade.
Se a primeira forma de vaidade, prende a pessoa ao espelho, a segundo a prende a seu próprio ego, tornando-a verdadeiramente egocêntrica e fora da realidade. E, na verdade, nenhum de nós está livre dela, sendo que talvez o melhor meio de se prevenir deste mal seja aqueles pequenos exercícios diários de um pouquinho de humildade regados a uma boa dose de desconfiômetro. Sem isto, seremos aqueles falsos religiosos que vivem a condenar os outros ao inferno (só os outros), os falsos sábios que vomitam conhecimentos em decomposição, ou aqueles ditadores que põe a tranquilidade da vida alheia em jogo.
E tudo isto tomados de uma louvável boa intenção.
domingo, 3 de julho de 2011
MENOS TV E MAIS LIVROS
É muito comum hoje em dia as pessoas dizerem que a humanidade precisa comer menos açúcares e gorduras e mais fibras, e igualmente importante seria também incluirmos nesta campanha: assista menos TV e leia mais livros. Se a alimentação inadequada intoxica o corpo e prejudica a saúde, imagina o que a informação de péssima qualidade faz com o espírito...
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