O núcleo da alma humana é um reservatório no qual a grande Fonte colocou muita energia, muita força e muito poder e sabedoria.
Quando a cruz nos parece pesada, quando o entendimento parece nublado, devemos mergulhar no nosso núcleo, fazer uma jornada íntima em busca da Fonte.
Dificilmente alguém chegará ao ponto mais recôndito do núcleo, mas só o fato de fazer uma pequena jornada de recolhimento interior rumo a esta fonte do bem já é suficiente para nos revigorar. O importante é visitá-lo todos os dias e, aos poucos, ir cada vez mais para o foco irradiador íntimo.
Com este exercício, com o tempo, vamos nos tornando fortes o suficiente para vencermos os obstáculos do caminho com alegria e otimismo, força e sabedoria.
Lembro-me de que, há alguns meses, meu filho levou uma picada de abelha e chorou bastante por muito tempo, sofreu tremendamente porque ainda não tinha forças para resistir sem maiores abalos.
Providencialmente, fui eu quem a poucos dias levei uma picada de abelha também. Doeu na hora, mas tirei o ferrão e prossegui fazendo o que tinha que fazer, confiante de que era problema de menor importância.
Nossos sofrimentos morais são como os físicos do ponto de vista da tolerância, quanto mais fortes nos tornamos, menos somos susceptíveis de sofrimentos, e tanto mais familiarizados estamos com o núcleo tanto mais fortes ficamos, porque nos tornamos fontes à semelhança da Fonte.
Nos momentos perturbadores do nosso dia-a-dia, vejo como é importante essas palavras de renovação, de força e energia para trilharmos as dificuldades e ultrapassarmos os obstáculos impostos.
ResponderExcluirSimária